Maternidade oferece atendimento especializado para gestante soropositiva
Foto: Ascom/Sesau
Em 2011, apenas um caso foi confirmado. As ações fazem parte do Projeto Nascer, instituído em 2002 pelo Ministério da Saúde (MS). Quando a paciente apresenta diagnóstico prévio (já com a confirmação do vírus no cartão pré-natal), é encaminhada para a Unidade na 38ª semana de gestação, para a realização de parto cesariano eletivo – fora do trabalho normal de parto.
Segundo a diretora-geral do HMI, Ana Carolina Brito, ao realizar o parto cesariano eletivo, diminui o risco de transmissão vertical do vírus HIV [de mãe para o filho] e de imediato a criança é impedida de ser amamentada pela mãe e a medicação é iniciada. Uma equipe multiprofissional da Unidade orienta a mãe a não amamentar o bebê em hipótese alguma. “A criança passa a ser alimentada com leite pasteurizado do nosso banco de leite ou então de fórmula [artificial]”, enfatizou Ana Carolina, ao acrescentar que a criança deve tomar o xarope [medicação apropriada para o tratamento] em até duas horas de vida.
Em Roraima, quando a gestante não chega à Maternidade com o diagnóstico prévio, o exame é feito na hora do parto e o resultado sai em 30 minutos. Se for positivo, a mãe é informada e inicia-se a aplicação do protocolo, com administração de antirretrovirais, e parto cesariano.
Logo após o nascimento da criança e início do tratamento, a mãe é encaminhada para o aconselhamento, onde profissionais darão as primeiras orientações sobre os cuidados que devem ser tomados no tratamento da criança e da própria mãe.
Durante o primeiro ano e seis meses de vida do bebê, a mãe e a criança são acompanhadas por meio de consultas mensais. Tanto a mãe, quanto o filho tomam medicações antirretrovirais, fornecidas pelo SUS. O tratamento deve ser seguido pontualmente para evitar a positivação do vírus HIV na criança.
PROJETO NASCER
Lançado pelo Ministério da Saúde, em 2002, o Projeto Nascer pretende evitar ao máximo a transmissão da aids e da sífilis da mãe para o filho durante a gestação. O projeto atua em 450 maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS), em municípios considerados prioritários e que atendam a mais de 500 partos por ano.
O Projeto Nascer amplia a cobertura do Programa de Humanização do Pré-Natal e Nascimento, garantindo a realização do teste rápido do HIV e sífilis em mulheres que não fizeram os exames no pré-natal da rede
do SUS.






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